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Como um “subemprego” no exterior vai melhorar sua vida (de 6 jeitos diferentes)

Muita gente deixa de fazer intercâmbio por medo ou preconceito em relação ao tipo de trabalho que nós, estrangeiros, geralmente fazemos no exterior. É o chamado “subemprego“.

Garçom, pedreiro, bartender, faxineiro, jardineiro e motorista são algumas das profissões mais comuns entre quem passa um tempo fora do país. 

O que muita gente não nota é que esses trabalhos podem servir como trampolim para outras oportunidades. Para os que ficam a longo prazo, a situação muda e é possível almejar posições consideradas melhores do ponto de vista de instrução e status social.

O fato é que, além de viabilizar um intercâmbio – algo único da sua vida! -, osubemprego” possui várias vantagens quando comparado a carreiras tradicionais no Brasil. Também proporciona aprendizados que você talvez nunca tivesse dentro do caminho tradicional (faculdade => emprego na área => subir na carreira).

Por isso, se você tem um pé atrás em relação a qualquer “subemprego” no exterior, você vai se sentir BEM MELHOR depois de ler estas 6 melhorias incríveis que listamos abaixo.

 

1. Salário de primeiro mundo

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Enquanto no Brasil você precisa de muito estudo e muita ralação para brigar por um salário competitivo, os principais destinos de intercâmbio oferecem salários mínimos bem elevados. Assim, não importa o emprego que tiver, você tem sempre condições de levar uma vida agradável, com um bom poder aquisitivo.

Dá uma olhada nesta lista com as médias de salário mínimo (em reais, por mês) em alguns dos principais destinos de intercâmbio:

Alemanha: R$ 4.491,74

Austrália: R$ 5.991,87

Espanha: R$ 1.977,39

EUA: R$ 3.297,10

França: R$ 4.406,53

Irlanda: R$ 4.571,01

Nova Zelândia: R$ 5.044,48

Fonte: G1.globo.com – janeiro de 2015

OBS.: Quer saber quanto esses salários rendem na prática? Dá uma olhada neste post: Poder de compra nos principais destinos de intercâmbio [O guia definitivo].

 

2. Menos pressão e estresse

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Trabalho é só trabalho. Você não leva tarefas pra casa e dificilmente recebe e-mail do chefe no meio do dia de folga.

Se alguém te ligar para ir trabalhar no seu dia de folga, você vai receber cada hora trabalhada. Isso se você quiser atender o telefone.

 

3. Trabalhou, ganhou

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Qualquer hora extra é paga. Você ganha por hora. Só faz hora extra sem receber se você quiser.

E se você trabalhar com a documentação certinha, em muitos países os sábados, domingos e feriados pagam mais.

Você pode chegar a ganhar o dobro do seu salário normal para trabalhar num domingo ou feriado nacional.

 

4. Adeus preconceito

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Ao fazer um trabalho que não imaginava, você aprende a respeitar todo tipo de profissional. Sua sensibilidade também aumenta, você aprende a se colocar no lugar dos outros e a ser mais educado.

Quem trabalha como garçom, por exemplo, passa a ter uma atitude muito melhor toda vez que vai a um bar ou restaurante. Você percebe que se a comida demorar um pouco, não é o fim do mundo.

 

5. Novas possibilidades de carreira

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No exterior, quase todo brasileiro começa por baixo. Entretanto, em pouco tempo, você pode almejar um cargo de gerência em uma área que nunca cogitou.

Quem trabalha como pedreiro pode chegar a mestre de obras.

Quem carrega caixas vira operador de logística.

Quem serve mesas e bebidas pode se tornar gerente de café ou restaurante.

Essas são possibilidades totalmente reais, que acontecem frequentemente com estrangeiros em países de primeiro mundo.

 

6. Flexibilidade

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Nesse tipo de emprego, a maioria esmagadora dos funcionários são estrangeiros. Os chefes sabem disso e costumam flexibilizar folgas, férias e horários. Até porque o pagamento é por hora.

Ou seja, se você quiser tirar uns dias de folga nos primeiros meses de emprego, você deixa de receber. Assim, ninguém sai perdendo.

Você ganha um tempo livre para viajar e seu chefe pode até economizar, caso esteja numa baixa temporada.

Em muitos casos, você trabalha por shifts. São turnos que podem ser agendados como você e seu chefe preferirem. Depois de algumas semanas no emprego, fica fácil negociar períodos e ter um horário que te agrade bastante.

 

CONCLUSÃO

Se depois de tudo isso você ainda continua com medo de encarar um “subemprego”, pense que não é para sempre. Você pode adquirir fluência no idioma, estudar e fazer contatos.

Tudo isso vai te ajudar a conquistar um trabalho ainda melhor na sua área. Seja no exterior ou no Brasil.

Gostou do assunto e quer ver mais? Assista a este vídeo que a gente preparou sobre “subemprego”.

Foto 3: Unsplash / Foto 5: Google Images (CC0) / Foto 7 © Moyan Brenn Demais fotos: Flickr (CC0)